Ingredientes Cosméticos a Evitar: O Glossário Completo
Nem todos os ingredientes são iguais. Alguns são seguros e eficazes, outros são alvo de debate ou preferidos apenas por conveniência da indústria. Este glossário prático reúne os ingredientes cosméticos mais controversos, com o seu nome INCI e a razão pela qual muitos consumidores optam por evitá-los. Use-o como referência sempre que ler um rótulo.
Uma nota importante e honesta: na maioria dos casos, estes ingredientes não têm um risco provado no uso normal. Muitas pessoas preferem evitá-los por precaução, por sensibilidade da pele, ou por procurarem fórmulas mais limpas. É uma escolha legítima. Para saber ler os rótulos, veja o nosso guia INCI Beauty.
Tensioativos agressivos
- Sodium Lauryl Sulfate (SLS) e Sodium Laureth Sulfate (SLES): produzem muita espuma mas podem ressecar e irritar a pele e o couro cabeludo. O SLES pode ainda conter vestígios de 1,4-dioxano.
- Alternativa natural: tensioativos de origem vegetal, mais suaves (ex.: Coco-Glucoside).
Silicones
- Dimethicone, Cyclopentasiloxane e outros nomes terminados em -cone ou -siloxane: revestem o cabelo e a pele, dando brilho e deslize imediatos, mas não nutrem e podem acumular-se. Alguns têm baixa biodegradabilidade.
Conservantes controversos
- Parabenos (Methylparaben, Propylparaben, e outros terminados em -paraben): conservantes eficazes, mas alvo de debate pela possível atividade estrogénica.
- Libertadores de formaldeído (DMDM Hydantoin, Quaternium-15, Imidazolidinyl Urea): podem libertar formaldeído, um alergénio.
Fragâncias e alergénios
- Parfum / Fragrance: um único termo que pode esconder dezenas de ingredientes. Na União Europeia, 26 alergénios de fragância têm de ser declarados no rótulo.
- Óleos essenciais: naturais, mas também podem ser irritantes ou alergénios para peles sensíveis.
Derivados do petróleo
- Paraffinum Liquidum, Petrolatum, Mineral Oil: oclusivos eficazes, mas derivados do petróleo e não renováveis. Levantam preocupações de pureza (contaminação por MOAH).
Outros a conhecer
- Ftalatos (por vezes escondidos em "Parfum"): plastificantes associados à disrupção endócrina.
- Triclosan e Triclocarban: agentes antibacterianos restringidos na UE.
- Filtros UV químicos como a Oxybenzone (Benzophenone-3): sob escrutínio pela absorção cutânea e pelo impacto nos recifes de coral.
- Microplásticos (ex.: Polyethylene em esfoliantes): já em processo de proibição na UE.
A alternativa: composição limpa e transparente
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Referências
- Base de dados CosIng da Comissão Europeia (ingredientes cosméticos): CosIng (em inglês)
- INCI Beauty (plataforma de análise de composição): incibeauty.com (em inglês)

